O café se espalhou pelo mundo e ganhou um número gigantesco de apreciadores que não conseguem passar o dia sem a bebida, seja ela preparada do jeito que for
O café cruzou o Mar Vermelho, e as primeiras mudas começaram a ser cultivadas no Iêmen. Então ganhou o Oriente Médio e logo depois a Europa. Na Inglaterra deixava os trabalhadores mais dispostos durante a Revolução Industrial, e na França reunia intelectuais nas cafeterias para debater política. Na Ásia, o Vietnã se tornou o maior produtor da variedade robusta, enquanto o Brasil se tornou o maior produtor mundial.
Com o tempo, o gosto pelo café foi se aperfeiçoando e o cafezinho ganhou várias versões. A mais exótica de todas é o kopi luwak da Indonésia, que é elaborado a partir das fezes de um animal.
Os grãos são processados pelo sistema gastrointestinal e depois retirados dos excrementos da civeta, um mamífero parecido com um gato, que não existe no Brasil (na Indonésia, as palavras Kopi e Luwak significam, respectivamente, café e civeta).
O animal come somente os frutos mais doces, maduros e avermelhados do café, que são digeridos pelo seu organismo, com exceção dos grãos, que são excretados junto com suas fezes. E é justamente essa produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) o motivo de sua raridade, preço alto (cerca de mil dólares o quilo) e sabor inigualável, garantem os apreciadores.
Não existem registros precisos sobre a história do Kopi Luwak, mas acredita-se que sua origem data de cerca de 200 anos atrás, quando os colonizadores holandeses iniciaram plantações de café nas ilhas de Java, Sumatra e Sulawesi, onde hoje é a Indonésia.